BTG Pactual disputa fatia de 27,26% da Oi na V.tal com a Pimco
Credores contestam a oferta de R$ 4,5 bilhões e a transferência das ações segue suspensa na Justiça.
Fundos ligados ao
Banco BTG Pactual mantêm uma disputa judicial bilionária com a gestora americana Pimco e outros credores pela massa falida da Oi. O foco do embate é a fatia de 27,26% mantida pela antiga operadora na V.tal, empresa de infraestrutura de fibra óptica já controlada pelo banco desde 2022.
No leilão realizado no início de março, os fundos do BTG apresentaram a única proposta pela fatia, oferecendo R$ 4,5 bilhões à vista e até R$ 500 milhões condicionados a um futuro IPO. Gestoras estrangeiras como Pimco, SC Lowy e Ashmore contestaram a operação, argumentando que o valor ficou muito abaixo do piso de R$ 12,3 bilhões estipulado no edital e prejudica garantias de empréstimos concedidos à tele.
Embora a juíza Simone Gastesi Chevrand tenha homologado a venda em 1º de abril, apoiada em parecer da G5 Partners que julgou o preço razoável, a segunda instância suspendeu a transação em junho após recursos de credores. O Ministério Público também considerou a oferta insuficiente, e a transferência permanece travada mesmo após a Justiça decretar a falência da Oi em agosto.
O BTG defende que a oferta reflete o valor de uma participação minoritária em empresa fechada, de baixa liquidez e com vendedora insolvente. O desfecho é estratégico para o banco, já que a compra eliminaria o poder da Oi de vetar grandes fusões, aquisições e mudanças na distribuição de dividendos da V.tal.
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