BTG Pactual e China Southern lançam ETFs para conectar B3 e China
Acordo permitirá a negociação cruzada entre a B3 e as bolsas de Xangai ou Shenzhen.
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BTG Pactual Asset Management anunciou em 9 de outubro de 2026 uma parceria com a China Southern Asset Management para criar fundos de índice (ETFs) voltados a conectar os mercados de capitais de Brasil e China.
Pelo modelo divulgado, o novo ETF brasileiro negociado na B3 investirá em um fundo administrado pela China Southern Asset Management, abrindo acesso a setores como manufatura avançada, tecnologia, inteligência artificial, semicondutores e transição energética. Na outra ponta, um ETF listado na Bolsa de Xangai ou na Bolsa de Shenzhen e cotado em renminbi investirá no BZEQ11, fundo do BTG que replica o índice MSCI Brazil 25/50.
Nosso objetivo é oferecer aos clientes acesso às melhores oportunidades de investimento, onde quer que elas estejam. Nossa parceria com a China Southern Asset Management combina a expertise de duas instituições líderes em seus respectivos mercados e amplia nossa capacidade de conectar investidores brasileiros a uma das economias mais dinâmicas e relevantes do mundo. Ao mesmo tempo, abre um novo caminho para que investidores chineses acessem os mercados brasileiros.
Segundo dados do banco, o mercado chinês de ETFs atingiu aproximadamente RMB 6 trilhões, ou US$ 850 bilhões, em 2024, ano em que os fundos passivos de ações superaram a gestão ativa em volume sob custódia na China. A China Southern Asset Management gere cerca de US$ 402 bilhões em ativos e reúne uma plataforma de 132 fundos de índice, sendo 68 ETFs, com estruturas que também dão acesso a praças como Japão, Singapura e Arábia Saudita.
A novidade acompanha o avanço da classe no mercado local. Dados da Anbima apontam que os ETFs acumularam captação líquida de R$ 42,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026 no Brasil, ante R$ 7,4 bilhões no mesmo intervalo de 2025. Na indústria geral de fundos, que registrou captação de R$ 251,7 bilhões nos primeiros nove meses do ano, a renda fixa captou R$ 136,1 bilhões e os FIDCs levantaram R$ 56 bilhões, com um único ETF de renda fixa movimentando R$ 8,9 bilhões no período.
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