O projeto Natureza soma US$ 4,6 bilhões e aguarda desfecho judicial e ambiental.
A Empresas CMPC espera obter no final de setembro a licença ambiental prévia para o projeto de celulose Natureza no Brasil. O empreendimento prevê investimentos de US$ 4,6 bilhões na construção de uma unidade em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul. A planta terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas por ano e representa o maior investimento externo da empresa.
O diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, afirmou que setembro será decisivo em duas frentes. No âmbito judicial, o procurador federal Ricardo Gralha entrou com um segundo recurso para suspender o licenciamento, após um primeiro pedido ser negado em primeira instância. A companhia aguarda agora que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região rejeite a ação.
Na esfera ambiental, o procedimento segue em análise na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Em agosto, o Ministério Público Federal apontou que a companhia não havia procurado o procurador nem apresentado proposta para a consulta prévia com indígenas, quilombolas e pescadores. O governador Eduardo Leite explicou que o estado aguarda uma segunda avaliação técnica da Funai para que a Fepam possa liberar a licença.
A secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp, afirmou que as negociações continuam para concluir o processo nas próximas semanas. A CMPC declarou que cumpriu todas as exigências técnicas e mantém flexibilidade quanto aos prazos para os próximos meses.
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