Colbún avalia triplicar capacidade no Peru por meio da Fénix
O diretor-geral Juan Elías Salinas condiciona investimentos a novos contratos de longo prazo com clientes.
A Fénix Power, subsidiária no Peru da geradora chilena
Colbún, pretende duplicar ou triplicar sua capacidade instalada no país. O diretor-geral da Fénix Power, Juan Elías Salinas, informou ao Gestión durante a XXI Reunião do Conselho Empresarial Chile-Peru que a empresa ainda não definiu um montante de investimento, pois suas decisões dependem do fechamento de contratos de longo prazo com clientes.
A carteira apresentada pela Colbún reúne mais de seis iniciativas renováveis em diferentes etapas de desenvolvimento. Entre elas estão o parque eólico Bayóvar+, de 660 MW, em Piura; a usina solar Algarrobal, de 400 MW, em Moquegua; o parque eólico Tres Quebradas, de 238 MW, em Arequipa; o projeto eólico Pampas, de 315 MW, em Ica; e a usina solar Chasqui, de 250 MW, também em Ica.
A empresa confirmou o cancelamento do projeto eólico Naylamp, de 238 MW, em Lambayeque, situado a 10 quilômetros a sudeste de Mórrope, devido à falta de viabilidade social nas fases preliminares. Já o projeto eólico Tres Quebradas, de 238 MW, em Arequipa, passa por uma revisão de layout e engenharia. Salinas estimou que a redefinição levará cerca de um ano ou pouco mais antes do reenvio para licenciamento.
Salinas explicou que a Fénix opera com horizontes de 25 a 30 anos e precisa de contratos de fornecimento superiores a 10 ou 15 anos para viabilizar as obras. A companhia não prevê anúncios específicos para 2027 e trabalha com prazos de cinco a dez anos para suas decisões de aporte. O executivo também defendeu o fortalecimento da infraestrutura de gás natural e previsibilidade regulatória no Peru, citando as perdas econômicas com a falha de março de 2026 na rede da Transportadora de Gas del Perú.
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