A proposta prevê alta de 34% no fundo salarial e US$ 240 milhões anuais em custos de folha.
Os conselhos de negociação do sindicato SPEEA votaram pela recomendação de aceitação de uma proposta revisada de contrato de quatro anos da Boeing. A entidade representa 16 mil funcionários no total, compreendendo 12.696 engenheiros e cientistas na unidade profissional e 3.959 trabalhadores na divisão técnica.
O acordo proposto prevê um avanço de 34% no fundo salarial durante quatro anos, um reajuste composto estimado em 36,3% e um piso salarial garantido de 26%. Os funcionários receberiam um aumento inicial garantido de 10% em 2 de outubro de 2026, além de um acréscimo obrigatório de 4% em março de 2027. A meta do plano de incentivos também subirá de 5% para 7% a partir de 2027.
Se ratificado, o contrato deve acrescentar US$ 240 milhões por ano às despesas com folha salarial da Boeing. O salário médio dos integrantes da unidade profissional passará de US$ 152 mil para US$ 208 mil ao final da vigência. Já na divisão técnica, a média salarial avançará de US$ 119 mil para US$ 163 mil no mesmo intervalo.
A recomendação exigia aprovação por maioria qualificada de 60% nos conselhos setoriais. Em agosto, a categoria havia rejeitado a proposta inicial da fabricante, com 64,25% de votos contrários na unidade profissional e 71,87% na técnica. Na mesma votação anterior, 87,82% dos profissionais e 89,71% dos técnicos apoiaram autorizar greve.
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