Especialistas alertam para riscos aos investimentos caso a rota Nogales-Nacozari seja revogada.
O governo do México está avaliando a concessão ferroviária do Grupo México no trecho entre Nogales e Nacozari, no estado de Sonora. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou na terça-feira, 22 de setembro, que as concessionárias têm a obrigação de realizar a manutenção dos trilhos e que o poder público analisa as opções sobre o contrato.
Andrés Lajous, diretor da Agência de Trens e Transporte Público Integrado, conduz uma revisão detalhada sobre o tema. O processo ocorre após o acidente de 26 de julho, quando um trem da Ferromex, subsidiária do Grupo México, descarrilou e provocou o vazamento de 59 mil a 70 mil litros de hidrossulfeto de sódio em Naco, Sonora.
Juan Carlos Machorro, sócio do escritório Santamarina y Steta, explicou ao El Universal que uma revogação da concessão federal pode abalar a segurança jurídica de investimentos privados no país. Ele defendeu que a análise seja pautada por transparência, respeito à legislação e critérios técnicos de segurança e proteção ambiental.
Manuel Valencia, professor do Tecnológico de Monterrey, avaliou que levantar a questão publicamente serve como instrumento de pressão e negociação com a companhia. Segundo ele, retirar a concessão por falhas de cumprimento ou acidentes passaria um sinal delicado tanto para investidores locais quanto estrangeiros.
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