O presidente do BCRP, Julio Velarde, alerta que perdas podem superar estimativas.
A Credicorp, por meio de sua subsidiária bancária BCP, avaliou que o Peru pode crescer 6% após o fenômeno El Niño, afirmando que o avanço superará um mero efeito de recuperação.
Contudo, o presidente do Banco Central de Reserva do Peru, Julio Velarde, apontou o evento climático como o principal risco econômico global e doméstico. Em audiência na comissão orçamentária do Congresso, Velarde destacou que o trigo já acumula alta de 40% no mercado internacional.
Velarde alertou que a perda no produto interno bruto pode superar a estimativa inicial de corte de 0,7% em 2026 e de 0,9% no próximo ano. Segundo a autoridade, a intensidade do fenômeno se compara à observada em 1867, pressionando a atividade e a inflação.
O setor agrícola sofrerá reflexos diretos das condições climáticas. As lavouras de arroz, algodão e limão são as mais vulneráveis na costa norte, enquanto a seca na serra ameaça a produção de batata.
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