O índice recuou 6 pontos-base em dia de ações em queda e dólar em baixa.
O risco-país da Argentina recuou 6 unidades e fechou em 485 pontos-base, com queda de 1,2% segundo as telas da Rava. O indicador atingiu o nível mais baixo em quase um mês, quando em 17 de agosto marcou 489 pontos antes de ultrapassar os 500 no dia seguinte. Em duas semanas, o índice acumulou retração de 27 unidades (-5,3%), contrastando com o avanço de 39 unidades apurado em igual período do mês anterior.
Os títulos soberanos operaram sem direção única. Entre os papéis sob lei argentina, o AL29D e o AL41D subiram 0,2%, enquanto o AE38D perdeu 0,6%. Nos títulos globais, o GD30D avançou 0,1% e o GD46D caiu 0,9%. A dívida argentina teve ganho médio diário de 0,4%, acumulando queda de 0,3% na semana. Javier Giordano, economista da CFA, destacou no X o apoio externo para emergentes, com alta de 0,2% no EMB e recuo do rendimento do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos para 4,95%.
Fernando Camusso, diretor da Rafaela Capital, apontou que o cenário global tende a ficar mais adverso caso o Federal Reserve suba os juros. Em Nova York, as ações argentinas caíram, puxadas por Loma Negra (-3,5%), além de Transportadora de Gas del Sur, Cresud e BBVA (-3,2%), enquanto a Globant avançou 2,9%. Em Buenos Aires, o S&P Merval caiu 1,9% para 3.098.898 unidades (US$1932 no dólar CCL), mas fechou a semana com alta de 2,6%, segundo a Portfolio Personal Inversiones.
No câmbio, o dólar comercial atacadista caiu $4,50 (-0,3%) para $1508,50, ficando 20% abaixo do teto da banda cambial de $1894,30. Gustavo Quintana, operador de câmbio na PR, afirmou que o dólar atacadista subiu $0,50 na semana. No Banco Nación, a cotação de venda no varejo fechou em $1530, e a média apurada pelo Banco Central ficou em $1531,73. O dólar MEP encerrou em $1538,16 e o CCL foi a $1604,35.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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