O banco adota visão neutra citando múltiplos elevados e riscos do clima na produção
Em 18 de setembro de 2026, o Safra iniciou a cobertura da SLC Agrícola com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 21 por ação para os próximos 12 meses, apontando um potencial de alta de 16,99%. Os analistas avaliaram que, embora a operação tenha alta qualidade, os múltiplos atuais somados à alavancagem e à exposição às cotações das commodities e ao clima tornam a relação de risco e retorno pouco atrativa para compra.
Pelos cálculos do Safra, a SLC negocia a 11,5 vezes o lucro estimado para 2027, patamar 24% superior à média histórica de 9,3 vezes. O retorno em fluxo de caixa livre foi estimado em 8% na média de 2027 e 2028, com avanço médio anual projetado de 5% para o Ebitda e de 12% para o lucro por ação nos próximos três anos. O banco apontou ainda uma relação dívida líquida sobre Ebitda de 3,1 vezes e um retorno sobre o capital investido de 10% nos últimos 12 meses, abaixo da média histórica de 14% e 1,38 ponto percentual menor que o custo médio ponderado de capital.
O relatório destacou que a produtividade da empresa supera a média nacional em 7% no algodão e em 6% na soja, além de terras registradas no balanço por um valor 66% inferior ao mercado. Contudo, o Safra alertou que 89% da área plantada da companhia está em estados historicamente prejudicados por episódios extremos de El Niño, o que pode anular os ganhos de um possível avanço nos preços agrícolas.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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