A fabricante reafirmou a meta de superar US$ 9 bilhões em exposição a data centers até 2030.
Em 17 de setembro de 2026, executivos da Cummins afirmaram na conferência Laguna do Morgan Stanley que o mercado norte-americano de caminhões e o setor de data centers continuam aquecidos. James Hopkins, vice-presidente de planejamento financeiro, gestão de capital e relações com investidores, apontou que as vendas de caminhões melhoraram nos últimos seis meses após um período fraco, impulsionadas pela maior rentabilidade das frotas e por diretrizes claras da Agência de Proteção Ambiental sobre emissões em 2027.
As normas ambientais oferecem flexibilidade para 2027 ao permitir a venda de motores convencionais com penalidades ou de novos sistemas para a meta de 35 mg/bhp-hr de óxidos de nitrogênio. Hopkins disse que a Cummins repassará integralmente essas penalidades ao mercado. O lucro absoluto permanecerá estável, mas as margens percentuais diminuirão. Já para os novos motores, com entregas iniciais em volumes baixos no começo de 2027, a companhia espera preços e margens mais elevados.
Para data centers, a Cummins já recebe pedidos do gerador QSK95 para o segundo semestre de 2028. Nick Arens, diretor executivo de relações com investidores, destacou que a restrição de oferta no modelo de 95 litros tem levado clientes a adquirir opções de 78, 60 e 50 litros. A companhia reiterou a projeção de ultrapassar US$ 9 bilhões em receitas ligadas a data centers até 2030, impulsionada por geradores a diesel e pela renovação contratual com um grande cliente de hiperescala.
A Cummins planeja atingir 55 gigawatts em capacidade de motores de alta potência até 2030 para mineração e geração de energia, com ampliações já no próximo ano e protótipos a gás natural de 130 litros na segunda metade de 2028. A empresa também reduziu prejuízos na divisão Accelera ao cortar gastos em pesquisa e sair do segmento de eletrolisadores, mantendo a distribuição de dividendos e recompras de ações.
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