Mecanismo estabelece 20 critérios para direcionar recursos a prevenção e recuperação.
O Davivienda anunciou em 30 de setembro de 2026 um marco regional de financiamento para catástrofes climáticas. A instituição destacou que é o primeiro banco comercial na América Latina a criar um mecanismo focado em adaptação e resiliência diante de mudanças climáticas e desastres naturais.
Elaborada em parceria com a Corporação Financeira Internacional e a Climate Bonds Initiative, a estrutura conta com uma avaliação de segunda opinião emitida pela Standard & Poor's. O modelo definiu 20 critérios para financiar mais de 20 atividades essenciais, abrangendo gestão hídrica, infraestrutura, agricultura e recuperação pós-desastre para pequenas e médias empresas.
O desafio da Colômbia e da América Central consiste em mudar a lógica com que enfrentamos os desastres. Precisamos passar de reagir e reconstruir para antecipar, prevenir e construir resiliência.
A iniciativa foi formulada após um terremoto ocorrido em agosto que afetou centenas de milhares de pessoas na Colômbia. O instrumento complementa a carteira sustentável do banco, que supera atualmente 33,9 trilhões de pesos colombianos.
Segundo dados da ONU citados pela instituição, desastres atingiram mais de 190 milhões de pessoas na América Latina entre 2000 e 2020. As necessidades anuais de financiamento para adaptação em países em desenvolvimento superam US$ 310 bilhões, enquanto os fluxos públicos internacionais somaram apenas US$ 26 bilhões em 2023.
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