Dólar recua 4,43% na semana frente ao real e marca queda recorde
A moeda fechou a R$ 4,9845 nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, na maior baixa após um primeiro turno desde 1994.
O dólar à vista recuou 0,79% em 9 de outubro de 2026, encerrando o pregão cotado a R$ 4,9845. No acumulado semanal, a divisa caiu 4,43%, saindo de R$ 5,21 na sexta-feira anterior para R$ 4,98, marcando a maior desvalorização da moeda americana após um primeiro turno de eleição presidencial desde a criação do plano real em 1994. Em 2022, a maior queda anterior havia sido de 3,36% na semana posterior à votação.
No mesmo pregão, o euro comercial recuou 0,92%, cotado a R$ 5,5821, enquanto o índice DXY subiu 0,09%, para 102,227 pontos. O real teve o segundo melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas do mundo, ficando atrás somente do peso colombiano. O movimento refletiu a redução do prêmio de risco exigido pelo mercado com a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro no pleito presidencial.
O economista-chefe de mercados emergentes da Capital Economics, William Jackson, afirmou que a maior parte das notícias positivas já parece estar precificada no câmbio e nas ações. Já Mark McCormick, estrategista-chefe de moedas do BMO Capital Markets, recomendou cautela no curto prazo diante de travas fiscais como indexação de despesas e despesas discricionárias limitadas, além de pressões de inflação vindas de petróleo, alimentos e salários. A instituição projeta que o dólar volte a superar R$ 5,10 até o fim do ano.
Operadores apontaram pressão no dólar casado decorrente de remessas e pagamentos de importações por empresas que aproveitaram o câmbio baixo. O spread da taxa em relação aos fed funds abriu para o intervalo entre 1,6 e 1,7 ponto percentual, ante mais de 1,3 ponto na virada do mês, o que levou agentes a verem espaço para atuação do Banco Central por meio de leilões de linha ou operações no mercado futuro.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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