Títulos do Tesouro sobem até 13,02% na semana com queda nas taxas
Papéis mais longos superaram o avanço do Ibovespa no acumulado até 9 de outubro.
Os títulos do Tesouro Direto registraram fortes ganhos na semana encerrada em 9 de outubro, impulsionados pela queda generalizada das taxas após o primeiro turno das eleições. Os papéis de vencimento mais longo superaram o Ibovespa, que teve alta de 8,82% no mesmo intervalo, de acordo com levantamento do InfoMoney a partir de dados do Tesouro Nacional, da Anbima e da B3.
O Tesouro IPCA+ 2050 liderou os ganhos com valorização de 13,02%, enquanto sua taxa de mercado recuou 0,53 ponto percentual, de IPCA + 7,14% na sexta-feira (2) para IPCA + 6,60% na sexta (9). O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 valorizou 10,32%, com recuo de taxa de 1,79 ponto, descendo de 14,28% para 12,50%. O IPCA+ 2040 subiu 9,30%, com queda de 0,66 ponto na taxa.
Os papéis mais curtos renderam menos que a Bolsa. O Prefixado 2032 valorizou 8,46% com recuo de taxa de 1,72 ponto, o IPCA+ 2032 subiu 5,28% com recuo de 0,88 ponto e o Prefixado 2029 avançou 3,23% com recuo de 1,50 ponto. Em termos brutos, uma aplicação de R$ 10 mil virou R$ 11.302 no IPCA+ 2050, R$ 11.032 no Prefixado 2037, R$ 10.930 no IPCA+ 2040 e R$ 10.882 no Ibovespa. Os vencimentos menores atingiram R$ 10.846, R$ 10.528 e R$ 10.323, respectivamente.
No fechamento do Tesouro Direto de sexta-feira, as taxas para novos aportes ficaram entre IPCA + 6,55% e IPCA + 6,68% ao ano nos papéis inflacionários e entre 12,31% e 12,51% nos prefixados. O Ibovespa subiu 7,7% na segunda-feira (5) e devolveu parte do movimento na terça (6) e quarta (7). Os resultados medem valores brutos por marcação a mercado; ao incluir o IOF regressivo e o Imposto de Renda de 22,5% para o resgate em uma semana, a Bolsa mantém vantagem líquida.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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