A moeda norte-americana alcançou a maior cotação desde outubro de 2025 com o recuo do cobre em Londres.
O dólar norte-americano subiu 16 pesos chilenos e fechou em 962,95 pesos em 23 de setembro de 2026, de acordo com a Bolsa Eletrônica do Chile. O movimento interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de queda. Foi o maior patamar da divisa desde 3 de outubro de 2025, quando encerrou em 965,80 pesos, e a maior alta diária desde 5 de junho de 2026, quando subiu 19,80 pesos.
A desvalorização da moeda chilena acompanhou o recuo nos preços do cobre. O metal caiu 0,42%, para US$ 6,68 por libra-peso na Bolsa de Metais de Londres. Ao mesmo tempo, o índice do dólar avançou 0,51%, para 100,83 pontos, impulsionado por expectativas do mercado de pelo menos duas altas adicionais de juros pelo Federal Reserve.
Tensões geopolíticas também pressionaram os mercados globais. Após declarações de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro de 2026, o governo do Irã confirmou uma reunião em Nova York entre o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado presidencial dos Estados Unidos, Steve Witkoff. Witkoff declarou que os mediadores concluíram com sucesso uma rodada de conversas. O petróleo Brent subiu 4%, para US$ 103,18 por barril, e o WTI avançou 2,1%, para US$ 92,40 por barril.
Analistas avaliaram os níveis de resistência técnica da moeda. Guillermo Araya, gerente de estudos da Renta4, apontou resistências em 964, 970 e 980 pesos. Emanoelle Santos, analista de mercados da XTB, destacou que alcançar 1.000 pesos exigiria uma alta de cerca de 4% a partir dos 962 pesos, superando barreiras em 963 a 965 pesos, 968 pesos e 976 pesos. Agustín Vargas, analista da Capitaria, afirmou que uma alta até 1.000 pesos exigiria romper a faixa de 965 pesos rumo a 980 pesos, dependendo de dólar global mais forte, juros mais altos nos Estados Unidos, correções no cobre ou tensões geopolíticas.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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