Mais da metade dos pacientes com dermatite em mãos e pés obtiveram melhora na pele.
A Eli Lilly anunciou em 30 de setembro de 2026 que o EBGLYSS em monoterapia atingiu seus desfechos primários e secundários na 16ª semana do estudo de fase 3b ADtouch. A pesquisa avaliou adultos e adolescentes com dermatite atópica moderada a grave nas mãos e pés com resposta inadequada a tratamentos tópicos.
No estudo com 221 participantes, mais da metade dos tratados com EBGLYSS atingiu pele limpa ou quase limpa nas mãos e pés na 16ª semana, com resultados observados a partir da 4ª semana. O tratamento também proporcionou alívio significativo da coceira a partir da 2ª semana e melhora da dor na 1ª semana, com quase o triplo de pacientes apresentando melhora relevante na dor em comparação ao placebo. Quase oito em cada 10 pacientes relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a melhora nas mãos na 16ª semana.
Eventos adversos decorrentes do tratamento foram registrados em 41,8% dos pacientes com EBGLYSS e 39,6% com placebo, todos de intensidade leve ou moderada. As reações adversas mais frequentes, em 5% ou mais dos casos, foram nasofaringite e infecções do trato respiratório superior. A descontinuação por efeitos adversos ocorreu em 0,9% dos pacientes com EBGLYSS e 2,7% no grupo placebo.
A Lilly detém os direitos exclusivos de comercialização do EBGLYSS fora da Europa, enquanto a Almirall licencia o produto para o mercado europeu. A Lilly informou que já submeteu os dados à Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e planeja novos pedidos a órgãos reguladores globais para atualizar a bula.
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