O CFO Camilo Barco afirmou que a estatal focará mercados atuais antes de avaliar a Venezuela.
A Ecopetrol não planeja se desfazer de sua participação na ISA no curto prazo e dará prioridade à expansão internacional nos mercados onde já opera. Em 3 de setembro, durante o Investor Day da Bolsa de Valores da Colômbia, o CFO Camilo Barco afirmou em conversa com a analista do JPMorgan Milene Carvalho que a petroleira não conduz nenhum processo de desinvestimento na empresa.
Especulações de mercado apontavam para uma eventual venda da fatia de 51,5% na ISA ao Grupo Energía Bogotá por cerca de 4.500 milhões de dólares para reduzir endividamento e financiar exploração. Barco explicou que, enquanto o petróleo depende do Brent e da volatilidade, a ISA confere estabilidade ao Ebitda e ao fluxo de caixa, alinhando-se ao plano até 2040.
Barco observou que a Venezuela poderá ser avaliada mais adiante, mas a prioridade imediata segue em mercados centrais como Colômbia, Brasil, a bacia de Permian nos Estados Unidos e outros nove países. No Brasil, onde está há duas décadas e toca o projeto Orca com a Shell, a Ecopetrol adquiriu 51% da Brava e iniciou sua primeira produção de petróleo.
O executivo também citou oportunidades em recursos não convencionais na Colômbia sob o governo de Abelardo De la Espriella, após a posse do novo conselho e da presidência executiva. A Ecopetrol pretende aplicar a experiência de cinco anos no Permian com a Occidental Petroleum assim que os marcos regulatórios e ambientais forem estabelecidos.
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