Auditoria interna apontou possíveis irregularidades no projeto de regaseificação concedido à PIO SAS.
A Ecopetrol solicitou ao Ministério Público colombiano a investigação do processo de contratação de US$ 172 milhões para a Regaseificadora do Pacífico, em Buenaventura. A petroleira protocolou a denúncia em 2 de setembro de 2026, após apurações de sua auditoria interna, de acordo com reportagem do jornal El Tiempo.
O procedimento interno apura indícios de tráfico de influência, conflitos de interesse, alterações nas condições contratuais e a eventual não aplicação de penalidades por atrasos. O projeto foi concedido à empresa PIO SAS durante a presidência de Gustavo Petro no país e de Ricardo Roa na Ecopetrol. O terminal previa início de operação em 1º de agosto de 2026, mas as obras continuam e a estimativa aponta para meados de novembro.
O contrato estabelece multas de US$ 200 mil por dia de atraso. O fundador da PIO SAS, Óscar Isaza, afirmou que o atraso é de 45 dias e está respaldado por dois meses de tolerância contratual, citando impactos logísticos como a guerra no Irã, um tufão na China, bloqueios em rodovias e um terremoto que paralisou o porto de Buenaventura por cinco dias. A Ecopetrol aceitou apenas dois dos 45 dias alegados, o que pode levar a multas e arbitragem.
A apuração também investiga o histórico profissional de Einstein Mauricio Gómez Machado, executivo principal da regaseificadora desde 2025, e ligações com ex-gestores da estatal. Os citados negaram qualquer irregularidade, incluindo supostos pedidos de comissões ilegais de quatro centavos de dólar por milhão de pés cúbicos.
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