Flórida pede à Justiça que limite uso da Meta por menores
O procurador-geral James Uthmeier quer remoção de menores de 14 anos e teto diário de duas horas nas redes.
O estado da Flórida pediu à Justiça nesta quarta-feira, 7 de outubro, que obrigue a
Meta Platforms a adotar mudanças imediatas no Facebook e no Instagram para proteger menores de idade. Em petição apresentada a um tribunal do condado de Pasco, o procurador-geral do estado, James Uthmeier, solicitou uma decisão provisória para que a empresa identifique e remova das redes os usuários locais com menos de 14 anos.
O pedido também exige que a Meta limite o uso dos aplicativos por adolescentes a duas horas por dia, somando o tempo em todas as suas plataformas. A Flórida requer ainda a desativação da reprodução automática e da rolagem infinita para esse público, o bloqueio do envio de mensagens após o teto de duas horas e a proibição de anúncios para menores, com vigência imediata enquanto a ação tramita.
A ação acusa a Meta de projetar suas plataformas para gerar dependência em jovens e de enganar os usuários quanto à segurança dos serviços. Em agosto, a companhia fechou um acordo com outros 48 estados e Washington, D.C., prevendo pagar até US$ 18 bilhões e alterar regras para adolescentes. O valor corresponde a cerca de três a quatro meses de lucro e a um mês de receita da empresa.
A Flórida optou por não aderir ao acordo coletivo. Na petição, o estado chamou o acerto de mero puxão de orelha que a Meta encararia como custo rotineiro do negócio. O gabinete do procurador-geral sustentou que as medidas mais rígidas da Flórida são viáveis diante das concessões que a empresa já aceitou no acordo nacional. Procurada pela Reuters, a Meta não se posicionou.
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