Adoção de agentes de inteligência artificial reacende a procura por processadores centrais.
As ações da Intel subiram mais de 13% na segunda-feira, sendo negociadas a cerca de US$ 123 cada, patamar visto pela última vez no início de julho. O avanço ocorre após uma valorização de mais de 5% na semana anterior e colocou a empresa na liderança dos ganhos do dia, em uma sessão na qual o índice Nasdaq Composite avançou cerca de 2% e o S&P 500 subiu 1,3%.
O movimento positivo refletiu o entusiasmo em torno de fabricantes de unidades centrais de processamento (CPUs). A Advanced Micro Devices avançou 9%, atingindo a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, enquanto a Arm Holdings disparou mais de 15% e a Qualcomm ganhou mais de 8%. Já produtoras focadas em chips aceleradores registraram variações menores, com a Nvidia subindo 2% e a Broadcom avançando 1%.
O impulso veio após o lançamento do Muse em 8 de setembro, aplicativo de agentes de IA da Meta que chegou ao topo das opções gratuitas na App Store da Apple. Enquanto os chatbots generativos tradicionais utilizam principalmente aceleradores de IA como GPUs e unidades de processamento de tensores (TPUs), sistemas agênticos exigem múltiplas etapas como execução de código e acesso a bases de dados externas, funções executadas por CPUs.
Stacy Rasgon, analista de chips da Bernstein, afirmou à CNBC que a adoção em larga escala de ferramentas agênticas pelo público tem potencial para acelerar a demanda e agravar a escassez de processadores. Além da venda de chips, analistas também apontaram o negócio de manufatura sob encomenda e empacotamento da Intel como motores adicionais para capturar o crescimento dos investimentos em IA.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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