O banco concluiu o repasse do 1º leilão em 16 operações estruturadas.
O Itaú Unibanco concluiu a alocação dos R$ 8,4 bilhões aprovados no primeiro leilão do Eco Invest Brasil. Os aportes contemplaram projetos de saneamento, transição energética, bioeconomia, economia circular e infraestrutura sustentável. No certame inicial, o banco registrou o maior volume de recursos da disputa, somando R$ 1,35 bilhão captado diretamente pelo programa e R$ 7,05 bilhões em capital privado mobilizado.
O banco estruturou 16 operações para essa primeira rodada. Em economia circular, os repasses incluíram mais de R$ 2 bilhões para a Sabesp e R$ 500 milhões para a Aegea em água e esgoto. Na transição energética, foram destinados R$ 400 milhões para a Coamo e R$ 500 milhões para a São Martinho em etanol de milho. Também foram fechadas operações com a Volkswagen, de R$ 531 milhões e uma segunda tranche de R$ 469 milhões, além de R$ 400 milhões para a EDP.
Na área de bioeconomia, os destaques foram Bracell, com R$ 802 milhões, e Suzano, com R$ 907 milhões, voltadas ao manejo florestal sustentável. Já no eixo de infraestrutura verde e adaptação, o Grupo Boticário recebeu R$ 375 milhões e a Eurofarma obteve R$ 419 milhões para eficiência energética e hídrica.
Lançado pelo governo federal em 2024, o Eco Invest Brasil já mobilizou cerca de R$ 140 bilhões em quatro certames, com um quinto leilão aberto em maio. O Itaú soma mais de R$ 41 bilhões contemplados no programa, incluindo R$ 3,875 bilhões no segundo leilão e R$ 29,250 bilhões no terceiro. Luciana Nicola, diretora de relações institucionais e sustentabilidade do Itaú Unibanco, apontou que o banco avança na distribuição desses lotes seguintes, mas ressaltou que a variedade dos instrumentos impede prever uma data de conclusão no momento.
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