O diretor executivo adjunto Luis Cabra afirma que precisa comprar para manter refinarias.
A Repsol alertou na quinta-feira que cerca de 90% de seus fornecimentos de petróleo bruto não devem atender às novas exigências de emissão de metano da União Europeia previstas para janeiro. A empresa de energia espanhola confirmou a conformidade de apenas 10% a 15% de suas cargas.
O diretor executivo adjunto Luis Cabra afirmou em entrevista que a Repsol continua assinando contratos sem essas cláusulas porque os fornecedores se recusam a enviar os dados exigidos. Cabra destacou que deixar de comprar obrigaria a empresa a fechar refinarias em 1º de janeiro de 2027. O grupo opera cinco refinarias na Espanha adaptadas para petróleos pesados, incluindo volumes das Américas, como da Venezuela.
Cabra declarou que a ausência de multas não anula a infração e alertou para o risco de ações judiciais, de acordo com declarações traduzidas do inglês. A Repsol enviou notificações às autoridades reservando seus direitos legais para contestar regras que considera impossíveis de cumprir.
O regulamento da União Europeia exige que importadores comprovem padrões de monitoramento para petróleo, gás e carvão. Embora a Comissão Europeia tenha recomendado em julho suspender as sanções financeiras por três anos para proteger o abastecimento, o presidente francês Emmanuel Macron e mais de uma dúzia de países do bloco pediram o adiamento da norma por um ano.
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