As taxas dos DIs recuam na curva a despeito da aceleração de 0,70% no IPCA-15 de setembro.
Os juros futuros encerraram a sessão desta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em queda, influenciados pelo otimismo dos investidores com o cenário eleitoral para outubro e pelo recuo de mais de 2% nas cotações do petróleo no mercado internacional.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em janeiro de 2027 cedeu de 13,56%, no ajuste anterior, para 13,55%. O DI para janeiro de 2028 recuou de 13,665% a 13,63%, o de janeiro de 2029 caiu de 13,86% para 13,815% e o de janeiro de 2031 passou de 14,015% para 13,935%.
O recuo das taxas ocorreu mesmo após o IPCA-15 de setembro registrar avanço de 0,70%, resultado superior ao esperado pelo mercado após a deflação de agosto, com pressão em serviços subjacentes e núcleos. O economista-chefe da MAG Investimentos, Felipe Rodrigo Oliveira, alertou em nota que a reaceleração mostra uma dinâmica pressionada e reforça a necessidade de vigilância na política monetária.
No campo político, a pesquisa Datafolha divulgada na noite de 24 de setembro apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções de voto no primeiro turno contra 36% do senador Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico na margem de erro. Para o segundo turno, os dados indicaram 47% e 45%. O estrategista de mercados emergentes do Citi, Ivan Riveros, informou a abertura de posição aplicada no DI de janeiro de 2028.
O cenário internacional também contribuiu para o fechamento. Em Nova York, os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos recuaram à tarde, com a taxa da Treasury note de dez anos caindo de 5,205% para 5,168%.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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