Busca por proteção contra a inflação elevou os preços dos títulos e reduziu as taxas em 25 de setembro.
As taxas de juro real dos títulos públicos atrelados à inflação recuaram nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, após a prévia da inflação vir acima do esperado. O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, superando a projeção de 0,53% colhida pelo mercado. No acumulado em 12 meses, o índice atingiu 4,47%, com avanço de 3,82% no ano. O grupo Habitação puxou o indicador ao avançar 2,07%.
O dado mais forte estimulou a procura por proteção no Tesouro Direto, elevando as cotações dos papéis e reduzindo seus rendimentos. A taxa do Tesouro IPCA+ 2040 recuou de IPCA + 7,31% para IPCA + 7,27% ao ano. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de 7,35% para 7,31%, enquanto o IPCA+ 2032 cedeu a IPCA + 7,65% e o IPCA+ 2050 a IPCA + 7,14%.
Nos papéis prefixados, o movimento foi misto diante da percepção de menor espaço para cortes rápidos na taxa Selic, hoje fixada em 13,75% ao ano. O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 13,83% para 13,91% ao ano. No prazo mais longo, o Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,16% para 14,11%, e o Prefixado 2032 permaneceu estável em 14,13%. A inflação implícita para o papel 2032 subiu de 6% para cerca de 6,02% ao ano.
A marcação a mercado refletiu as variações nas taxas. Quem investiu R$ 10 mil no IPCA+ 2040 na quinta-feira viu a posição alcançar R$ 10.060 na sexta-feira, com ganho de R$ 60. No IPCA+ 2050, a aplicação passou para R$ 10.052,75, e no IPCA+ 2032 para R$ 10.024,83. Em contrapartida, a aplicação no Prefixado 2029 caiu para R$ 9.989,44, gerando perda de R$ 10,56. Os cálculos excluem impostos e taxas, tendo efeito somente em caso de resgate antecipado.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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