Agência cita desalavancagem rápida e execução sólida de encomendas.
A Moody's elevou a nota de crédito global da Embraer de Baa3 para Baa2 em 14 de setembro de 2026. A agência também alterou a perspectiva da fabricante brasileira de positiva para estável.
Os analistas Carolina Chimenti e Marcos Schmidt escreveram que a revisão reflete o avanço consistente nas métricas de crédito ao longo de 2026. A nova nota se apoia em políticas financeiras conservadoras, liquidez robusta e execução eficiente da carteira de encomendas.
O processo de desalavancagem teve papel central na decisão. O indicador recuou de 3,6 vezes no fim de 2025 para 2,4 vezes no acumulado de 12 meses até junho. A agência projeta que a alavancagem bruta ajustada fique entre 2 e 2,5 vezes nos próximos anos, com a companhia mantendo caixa líquido.
Entre 2021 e 2025, a Embraer gerou cerca de US$ 1,7 bilhão em fluxo de caixa livre e amortizou aproximadamente US$ 7,7 bilhões em dívidas. No encerramento de junho, as reservas de caixa e aplicações de curto prazo somavam US$ 2,3 bilhões, ou US$ 1,9 bilhão sem a Eve, além de US$ 1 bilhão em linhas de crédito compromissadas até agosto de 2029.
O rating segue limitado pela alta intensidade de capital do setor aeronáutico, pressões sazonais de capital de giro e concorrência global. Na semana anterior, a Fitch Ratings também elevou a nota da Embraer de BBB- para BBB, enquanto a S&P Global Ratings mantém a avaliação em BBB desde setembro de 2025.
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