A fabricante do Ozempic planeja diversificar receitas antes do fim de patentes na próxima década.
A Novo Nordisk está de olho no mercado de tratamentos para queda de cabelo para expandir sua operação de venda direta de medicamentos sob prescrição aos consumidores. A farmacêutica dinamarquesa também analisa áreas como dependência e menopausa para aproveitar sua experiência comercial e científica.
Em mesa-redonda da Bloomberg na terça-feira, 22 de setembro de 2026, o diretor científico Martin Lange afirmou que a pesquisa sobre perda de cabelo tem raízes na endocrinologia, segmento em que a empresa acumula conhecimento. Lange indicou que entrar no setor é uma possibilidade concreta e que projetos voltados ao consumidor podem chegar ao mercado por volta do fim da década, seja por desenvolvimento interno ou compra de compostos em estágio avançado.
A busca por novos nichos ocorre após a perda da liderança no mercado de obesidade para a Eli Lilly. Além disso, as patentes dos medicamentos Ozempic e Wegovy expiram nos Estados Unidos e na Europa no início da próxima década. Dados da VeraDermics Inc. mostram que a calvície hereditária atinge cerca de 80 milhões de pessoas nos Estados Unidos, englobando 50 milhões de homens e 30 milhões de mulheres que carecem de tratamentos orais aprovados.
As ações da Novo Nordisk caíram até 1,8% em Copenhague na terça-feira antes de se recuperarem por volta do meio-dia, reagindo à falta de detalhes no plano de recuperação divulgado a investidores. O CEO Mike Doustdar declarou que reconstruir a confiança exigirá tempo. A farmacêutica também pesquisa tratamentos para distúrbios cardíacos, hepáticos e sanguíneos, mas Lange esclareceu que a calvície não está entre as oito doenças com testes de estágio intermediário previstos até o começo do próximo ano.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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