Estudo com 194 pacientes mostra continuidade no emagrecimento após troca de injeções por comprimidos
A Novo Nordisk apresentou nesta quarta-feira, 30 de setembro, dados de vida real sobre a migração de tratamentos injetáveis para a versão oral da semaglutida. A análise acompanhou 194 pacientes da plataforma norte-americana de telessaúde Ro que utilizavam medicamentos como Wegovy e Zepbound, da Eli Lilly. Três meses após a transição para o comprimido diário, a redução média adicional foi de 4,1% do peso corporal, ou cerca de 4 quilos.
O estudo Octane foi divulgado em Milão durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes. Os participantes iniciaram a análise com peso médio de 100,5 quilos e índice de massa corporal médio de 34,5 kg/m2. Ao fim de três meses, a proporção de pacientes na faixa de obesidade recuou de 87,1% para 65,5%, e pouco mais de 40% reduziram ao menos 5% do peso. Entre os que responderam sobre a experiência, 82,4% relataram avanços, cerca de 69% notaram melhor caimento das roupas e quase 51% indicaram melhora na alimentação.
Em entrevista à Reuters, Martin Holst Lange, diretor-científico da Novo Nordisk, afirmou que havia ceticismo quanto à adesão diária em comparação com as doses semanais. Lange destacou que a troca pode envolver ansiedade em relação a agulhas, rotina ou escolha do paciente, apontando que a inovação busca atender as pessoas com obesidade onde quer que estejam.
A Novo Nordisk já lançou o Wegovy em comprimidos nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Emirados Árabes Unidos, com expansão prevista para outros mercados nos próximos trimestres. A companhia ressaltou que o Octane é um estudo observacional de mundo real, e não um ensaio clínico randomizado, o que impede estabelecer relações de causa e efeito ou afirmar superioridade frente aos medicamentos injetáveis.
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