O banco digital foca em clientes sub-bancarizados nos Estados Unidos e expande serviços para mais de 35 países.
A Nu Holdings iniciou operações nos Estados Unidos no dia 10 de setembro. O anúncio foi realizado pelos fundadores Cristina Junqueira, presidente das operações nos EUA, e David Vélez, CEO global do Nubank, durante evento no Nu Stadium, em Miami. A expansão coloca à prova o modelo digital que levou a instituição a atingir uma avaliação de US$ 72,5 bilhões, cerca de R$ 370 bilhões.
O foco da instituição nos Estados Unidos abrange entre 100 milhões e 150 milhões de americanos desbancarizados ou com atendimento bancário incompleto, além da população hispânica de mais de 80 milhões de pessoas. Conforme os fundadores, um cliente nos EUA gera receita equivalente a cerca de 10 clientes no Brasil. A receita média no mercado brasileiro é de US$ 17 por cliente, contra US$ 45 nos cinco maiores bancos locais. O Nubank reúne cerca de 118 milhões de clientes no Brasil, 15,8 milhões no México e 5 milhões na Colômbia, somando 139 milhões globalmente em junho.
A conta americana opera via Lead Bank enquanto a licença bancária nacional solicitada aguarda efetivação após aprovação condicional em janeiro de 2026. A Nu Account oferece rendimento de 3,5% ao ano, expansível para 4,5% em metas de economia de até US$ 10 mil, ou R$ 51 mil. Em parceria com a Mastercard, o cartão sem anuidade traz 1,5% de cashback ilimitado, que pode chegar a 2%. Junqueira destacou que o Nubank gasta US$ 1 por cliente em sua operação, contra mais de US$ 20 nos grandes bancos americanos. O banco também lançou a conta multimoeda Nu Global em mais de 35 países, com rendimentos de 3,50% ao ano em USDC e 2,20% ao ano em EURC, permitindo negociar ativos digitais como Bitcoin e Ethereum.
Na Bolsa de Nova York, as ações da Nu Holdings fecharam em leve alta de 0,13%, negociadas a US$ 15,02.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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