Nu Holdings sobe 12% para US$ 15,09 com eleições no Brasil
Flávio Bolsonaro supera Lula e disputa irá para o segundo turno
As ações da
Nu Holdings subiram 12%, para US$ 15,09, no início das negociações em 5 de outubro de 2026, acompanhando uma valorização ampla de ativos brasileiros listados nos Estados Unidos. A alta ocorreu após a surpresa no primeiro turno da eleição presidencial brasileira, no qual o senador Flávio Bolsonaro ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois candidatos disputarão o segundo turno no final deste mês.
A reação positiva do mercado ficou concentrada em papéis com exposição ao Brasil. Plataformas norte-americanas de tecnologia financeira oscilaram pouco: a Robinhood teve alta de 0,9% e a SoFi recuou 0,1%. Os índices mais amplos também não puxaram o movimento, já que o ETF SPDR S&P 500 ficou praticamente estável e o ETF Financial Select Sector SPDR avançou 0,26%, para US$ 53,62. O Brasil é o maior mercado da controladora do Nubank, somando quase 118 milhões dos 139 milhões de clientes informados no segundo trimestre de 2026.
Mesmo com essa valorização no dia, a ação da Nu Holdings continua no vermelho no acumulado do ano. Na semana anterior, a companhia informou que não avalia a compra do banco digital britânico Monzo. Em termos operacionais, a receita do segundo trimestre atingiu US$ 5,51 bilhões, alta de 55,8% na comparação anual, e as operações bancárias no México começaram em 6 de agosto.
Por outro lado, o negócio lida com uma alíquota efetiva combinada de impostos de 42,5% no Brasil. A qualidade do crédito também exige atenção, já que os empréstimos classificados no Estágio 3, com perdas de crédito esperadas, ficaram em 8,3% no balanço do segundo trimestre.
Nossa premissa básica ao conceder um empréstimo é de que o futuro será pior do que o passado.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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