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AMC conclui refinanciamento de dívida de US$ 3,97 bilhões

A rede de cinemas estende quase 97% dos vencimentos de suas dívidas para 2031 e 2033.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

A AMC Entertainment Holdings anunciou em 6 de outubro de 2026 a conclusão do refinanciamento de US$ 3,97 bilhões de sua dívida existente. O pacote abrange uma emissão privada de US$ 2.000 milhões em notas com garantia de primeiro grau com vencimento em 2031, um novo empréstimo a prazo com primeiro grau de US$ 850 milhões e uma nova linha de segundo grau de US$ 1.120 milhões concedida pelo Deutsche Bank Special Situations Group.

A empresa utilizou os recursos captados e o caixa disponível para liquidar, em 5 de outubro de 2026, uma oferta pública de aquisição. Na operação, investidores entregaram US$ 355.515.000 em valor principal de notas seniores garantidas de 7,500% com vencimento em 2029, montante que corresponde a cerca de 98,8% dos US$ 359.964.500 em circulação. Os títulos remanescentes serão resgatados por volta de 15 de fevereiro de 2027.

Os recursos também custearão o resgate integral de US$ 903,4 milhões em notas garantidas com vencimento em 2029 da subsidiária Muvico, bem como a liquidação da linha de crédito a prazo existente da AMC e do empréstimo da Odeon Finco PLC. As notas e os novos empréstimos contam com garantias de subsidiárias integrais, incluindo a Muvico e a Odeon Cinemas Group Limited.

O presidente do conselho e CEO da AMC, Adam Aron, ressaltou que a transação refinancia aproximadamente 97% da dívida da companhia e estende quase todos os vencimentos para outubro de 2031 e outubro de 2033. Segundo Aron, desde 2020 a empresa amortizou quase US$ 2 bilhões em dívidas de longo prazo e aluguéis diferidos durante a pandemia, restando uma dívida de cerca de US$ 4 bilhões.

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