Oncoclínicas atrai CRIs mas busca apoio para dívida de R$ 5 bilhões
A companhia tem até o dia 14 de outubro para apresentar o plano extrajudicial à Justiça.
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Oncoclínicas corre contra o tempo para apresentar um plano de recuperação extrajudicial à Justiça até o dia 14 de outubro e evitar a recuperação judicial. Conforme apurou o Broadcast+, a empresa reuniu a adesão de detentores de mais de R$ 1,5 bilhão em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), dentro de um montante total em renegociação que supera R$ 5 bilhões.
Outros R$ 2,74 bilhões da dívida estão representados por debêntures, o outro principal grupo de credores com o qual a empresa ainda busca consenso. Fontes relatam que os documentos em circulação ainda se assemelham a minutas e que o fechamento formal é difícil. A proposta mais recente, divulgada em 2 de outubro, prevê converter os créditos em duas séries de debêntures: a Série A, que equivale a 70% dos créditos, remunera IPCA mais 7,75% ao ano e será amortizada entre 2031 e 2036; a Série B, com os 30% restantes, paga IPCA mais 8,25% ao ano com amortização de 2037 a 2040.
Caso os credores rejeitem o modelo principal, uma alternativa contempla o pagamento de 20% do crédito via debêntures corrigidas pelo IPCA mais 3% ao ano, amortizadas de 2037 a 2040. Em suas estimativas operacionais, a Oncoclínicas projeta que a receita bruta avance de R$ 4,95 bilhões em 2027 para R$ 6,67 bilhões em 2031. No mesmo intervalo, o Ebitda ajustado pós-IFRS 16 deve subir de R$ 522 milhões para R$ 1,07 bilhão, elevando a margem de 11,9% para 17,6%.
As projeções consideram uma queda no volume de atendimentos em 2026 em função da saída de operadoras relevantes, falta de medicamentos e avanço da verticalização na saúde. A alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda está estimada em 11,9 vezes em 2027, recuando para 5,6 vezes em 2031 e 2,7 vezes em 2036. O fluxo de caixa livre projetado é de R$ 99 milhões em 2027 e R$ 52 milhões em 2031, com exigência de caixa mínimo de R$ 200 milhões corrigido pelo IPCA.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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