Pentágono encerra uso de ferramentas da Anthropic, relata a BBC
Um funcionário do departamento confirmou à BBC a interrupção no uso dos modelos.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos encerrou o uso dos produtos de inteligência artificial da Anthropic, segundo afirmou um funcionário do órgão à BBC. A decisão ocorre meses após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificar a companhia como risco de segurança nacional para a cadeia de suprimentos.
A Anthropic fornecia serviços ao governo e às forças armadas norte-americanas desde 2024. O atrito começou quando o Pentágono solicitou a retirada de salvaguardas de segurança do modelo Claude para obter acesso irrestrito. A empresa recusou a exigência citando preocupações com vigilância em massa e armamentos autônomos. Em 27 de fevereiro de 2026, Pete Hegseth estabeleceu um prazo de seis meses para suspender os contratos até o final de agosto de 2026. A Anthropic contestou a medida na Justiça contra o governo de Donald Trump.
Apesar do prazo estipulado, equipes do Pentágono continuaram utilizando ferramentas da linha Claude, incluindo os modelos Mythos, em tarefas de inteligência, pesquisa e identificação de alvos, segundo fontes da BBC. O sistema operava integrado à plataforma Maven, gerida pela Palantir para análise de imagens de satélite e drones. O Pentágono firmou contratos com outros fornecedores do setor, incluindo Google, xAI e OpenAI.
Um porta-voz da Anthropic não quis comentar a declaração do Pentágono à BBC. A decisão surge no momento em que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, reuniu-se na Casa Branca com Donald Trump para tratar de discussões sobre a segurança da inteligência artificial.
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