Horacio Marín detalha esquema de preços e o financiamento do megaprojeto de GNL.
Enquanto o petróleo internacional opera perto de US$ 105 por barril, o valor implícito repassado aos postos na Argentina fica entre US$ 80 e US$ 85. O presidente da YPF, Horacio Marín, explicou que as distribuidoras utilizam um mecanismo de amortecimento para evitar repasses imediatos da volatilidade global aos consumidores.
Marín afirmou que, se o petróleo permanecer próximo de US$ 100 por um longo período, os preços locais terão de acompanhar essa referência pelo livre mercado, embora não espere a consolidação desse cenário. A declaração ocorre após aumentos superiores a 3% em postos concorrentes.
Marín também detalhou o andamento do Argentina LNG, megaprojeto desenvolvido com a Eni e a ADNOC para exportar gás natural liquefeito. O investimento total previsto é de US$ 51 bilhões, sendo que a primeira fase exigirá entre US$ 29 bilhões e US$ 32 bilhões. Os sócios aportarão cerca de US$ 9 bilhões, buscando cerca de US$ 16 bilhões em crédito externo.
A iniciativa recebeu carta de intenção de até US$ 6 bilhões do Export-Import Bank dos Estados Unidos (EXIM) e negocia com a italiana SACE e outras agências. A meta da YPF é fechar o financiamento e assinar a decisão final de investimento no fim de novembro, para iniciar as obras em fevereiro de 2027.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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