Petrobras projeta Belém como base de apoio para polo de petróleo no Amapá
A presidente Magda Chambriard aponta Pará como suporte para a Margem Equatorial.
A presidente da
Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em 9 de outubro de 2026 que o Pará pode desenvolver uma base logística para apoiar as atividades petrolíferas na costa do Amapá. Durante visita a Belém, a executiva apontou a capital paraense como uma estrutura mais preparada que Oiapoque para sustentar eventuais projetos na Margem Equatorial.
O planejamento divulgado em maio de 2023 já previa o porto de Belém como base logística, o aeroporto de Oiapoque como base aérea e um centro de fauna em Belém. Na campanha atual, o poço Morpho, no bloco FZA-M-59 na Bacia da Foz do Amazonas, atingiu cerca de sete quilômetros de extensão e revelou dois intervalos com petróleo: o primeiro anunciado em agosto e o segundo comunicado em 2 de outubro de 2026.
A viabilidade comercial depende de novas análises e perfurações adicionais. A estatal dispõe de licença para três poços de delimitação e planeja outros oito poços no Amapá para ajudar a mitigar o futuro declínio do pré-sal. A previsão é concluir os trabalhos em Morpho até o fim de outubro, permitindo o deslocamento da sonda para o poço exploratório Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar.
Chambriard destacou o cuidado ambiental nas operações. O histórico de Morpho inclui um incidente comunicado ao Ibama em 4 de janeiro, quando houve vazamento de fluido de perfuração no mar por duas linhas auxiliares conectadas à sonda, que foram isoladas para cessar a descarga.
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