Acionistas decidem em 30 de outubro de 2026 sobre capitalização e troca de todo o conselho.
A Raízen convocou uma assembleia geral extraordinária para o dia 30 de outubro de 2026 para aprovar medidas voltadas à implementação do seu plano de recuperação extrajudicial. A pauta inclui a elevação do limite do capital autorizado para até 200 bilhões de ações ordinárias e preferenciais para operacionalizar a capitalização prevista no plano.
Os acionistas votarão a destituição de todos os membros do atual conselho de administração e a fixação do colegiado em 7 membros titulares e 7 suplentes, eleitos em chapa única com mandato de transição de três anos. O modelo atende às regras do Nível 2 de governança corporativa da B3 para momentos de dispersão ou transição, nos quais a companhia deixa de contar com controlador titular de mais de 50% do capital votante. A composição terá arranjos alternativos conforme a adesão da Aguassanta Participações ao aumento de capital, enquanto as vagas indicadas pela Shell serão vinculadas aos detentores das novas ações preferenciais.
O plano prevê a criação de ações preferenciais Classe B com voto restrito em temas da reestruturação e a emissão de units, compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A. Também será votada a proposta de redução do capital social em até R$ 35 bilhões por ser considerado excessivo após a capitalização, sem cancelamento de ações. A medida será viabilizada pela entrega de valores mobiliários da subsidiária Raízen Energia aos acionistas, condicionada à conversão do registro de emissor da filial na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) da categoria B para a A e à listagem de suas ações e units no Nível 2 da B3.
A pauta contempla ainda ajustes estatutários para inclusão de regras de oferta pública de aquisição de ações por participação relevante. A assembleia também discutirá a revisão de alçadas da diretoria executiva, o fim da figura de presidente executivo do conselho e adequações no plano de remuneração em ações.
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