Shell foca no gás da Venezuela e prioriza projetos offshore
O CEO Wael Sawan vê vantagens competitivas maiores no gás que no óleo pesado.
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Shell vê vantagens competitivas maiores na exploração de gás natural na Venezuela do que no petróleo pesado do país, afirmou o CEO Wael Sawan durante um evento em Londres em 6 de outubro de 2026, segundo a Reuters. Sawan disse que suas perspectivas são cautelosamente otimistas e destacou que a confiança no país não será retomada do dia para a noite.
A gigante britânica assinou cinco acordos para desenvolver projetos de óleo e gás no país em junho. A lista inclui o campo offshore de gás de Loran, com reservas estimadas em 7 trilhões de pés cúbicos. Além de Loran, projeto no qual a BP também deve participar, a Shell está envolvida no campo venezuelano de Dragon. A BP também investe no projeto vizinho Cocuina-Manakin.
O plano prevê transportar a produção de gás para Trinidad e Tobago, onde o insumo será processado como gás natural liquefeito (GNL) para exportação aos mercados internacionais. A aposta no gás se apoia no fato de o petróleo venezuelano ser pesado e exigir refino complexo com desconto de preço, somado a estimativas que colocam as reservas recuperáveis abaixo dos números oficiais.
Estudos da Shell em seu relatório LNG Outlook projetam que a demanda global por GNL deve crescer 65% até 2050, alcançando 700 milhões de toneladas por ano. Desde 2017, o número de países importadores subiu de 36 para 49, as compras da China saltaram 250% e o comércio global aumentou cerca de 60%. O documento apontou ainda os data centers como nova fonte de consumo em mercados como o Japão.
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