Índice da CNC reverte salto de julho em meio a uma queda de 22,6% no segmento de eletrônicos.
As vendas presenciais do comércio varejista da Região Metropolitana de Santiago recuaram 0,8% em termos reais na base anual em agosto, segundo a Câmara Nacional de Comércio, Serviços e Turismo do Chile (CNC). Essa foi a quarta contração de 2026, sucedendo as baixas de março (3,3%), abril (1,6%) e junho (3,1%). Com esse resultado, a queda acumulada entre janeiro e agosto se ampliou para 0,2%, ante o recuo de 0,1% verificado até julho.
O dado de agosto reverteu a alta de 4,3% registrada em julho, que havia sido o maior avanço mensal desde novembro de 2024. Excluindo julho, nenhum avanço em 2026 superou 1,4%. No conceito de mesmas lojas, o indicador cedeu 1,6% na base anual em agosto, mas acumulou alta de 0,5% nos primeiros oito meses do ano. Nos trimestres móveis, o período junho-agosto avançou 0,1%, desacelerando frente ao 0,8% de maio-julho.
Por categorias, apenas Vestuário e Calçados avançaram em agosto. O segmento de Vestuário subiu 6,8% em termos reais no ano, puxado por altas de 18,1% em Moda Infantil e 11,8% em Moda Feminina, enquanto Moda Masculina recuou 5,5%. No acumulado do ano, Vestuário avançou 6,7%. Já Calçados subiu 0,9% no mês, encerrando o intervalo de janeiro a agosto com perda de 0,9%.
Aparelhos Elétricos caiu 7,5% em agosto e acumula contração de 7,5% no ano. Eletrônicos teve o pior desempenho, com retração de 22,6% no mês e perda acumulada de 21,4%. Eletrodomésticos e Linha Branca subiram 0,2% e 3,1% no mês, registrando no acumulado -0,8% e 1,3%, respectivamente. Linha Lar caiu 0,8% em agosto e ficou estável no ano, enquanto Móveis recuou 5,9% no mês e 2,5% no acumulado. Supermercados Tradicionais caiu 2,1% em agosto e 0,8% no ano, com baixas de 0,7% em Mercearia e 0,6% em Perecíveis.
Bernardita Silva, gerente de Estudos da CNC, apontou a menor criação de empregos formais e a fraqueza da massa salarial como limitadores do consumo familiar. Silva mencionou o Relatório de Política Monetária de setembro do Banco Central e projetou um desempenho contido e heterogêneo para o varejo nos próximos meses, antes de uma possível melhora em 2027.
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