Papéis da varejista avançaram no Ibovespa em 30 de setembro de 2026 com recuo das taxas futuras.
As ações do Magazine Luiza avançavam 10,11%, negociadas a R$ 7,30 por volta das 14h20 no horário de Brasília em 30 de setembro de 2026. Os papéis da companhia figuraram entre as maiores altas do Ibovespa, impulsionados pelo alívio na curva de juros futuros e no rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Em relatório recente, o JP Morgan apontou o Magazine Luiza e o Assaí como as varejistas mais alavancadas em sua cobertura. Na análise do banco, para cada oscilação de 100 pontos-base nos juros em relação ao cenário-base, o lucro por ação projetado para 2028 varia 10% no Magazine Luiza e 5% no Assaí, contra cerca de 2% em média nas demais varejistas. Os modelos consideram uma Selic média de 11,25% em 2028 e término daquele ano em 10,5%.
O banco considerou ganhos de participação de mercado decorrentes da recuperação judicial da Casas Bahia e da parceria com o Mercado Livre, elementos que devem impulsionar o avanço das vendas em cerca de 10% em 2027. Apesar dessa perspectiva, o JP Morgan manteve recomendação Underweight para o Magazine Luiza diante do ambiente macroeconômico difícil e das pressões sobre bens duráveis.
No segundo trimestre de 2026, o Magazine Luiza reportou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões, aumento de 197,5% sobre a perda de R$ 24,4 milhões apurada no mesmo intervalo de 2025. No critério ajustado, o prejuízo somou R$ 50,4 milhões, ante lucro ajustado de R$ 1,8 milhão um ano antes. O Ebitda recuou 1,7% no confronto anual, para R$ 675,3 milhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 2,5%, a R$ 708,8 milhões.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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