A autarquia antitruste aprova sem restrições a transação da Claro avaliada em R$ 4 bilhões.
A Claro, subsidiária da América Móvil, obteve aprovação sem restrições da Superintendência-Geral do Cade para adquirir a operadora paulista de banda larga Desktop. A decisão se tornará definitiva caso não haja recurso ou avocação em 15 dias após a publicação no Diário Oficial da União. A operação já contava com anuência prévia da Anatel desde maio.
Fechada em março, a transação avalia a Desktop em R$ 4 bilhões. A Claro adquire mais de 84 milhões de ações ordinárias, representativas de 73% do capital, de Makalu Brasil Partners e de pessoas físicas, incluindo o fundador Denio Alves Lindo. O negócio prevê pagamento de R$ 2,4 bilhões e assunção de R$ 1,6 bilhão em dívida líquida. A Claro também fará uma oferta pública pelos 27% restantes das ações no mercado.
A análise da SG do Cade concluiu que há probabilidade reduzida de exercício unilateral de poder de mercado, após avaliar a sobreposição horizontal em 198 municípios do estado de São Paulo.
A Claro lidera a banda larga no país com 10,8 milhões de clientes e fatia de 19,1% em julho, segundo a Anatel. A Desktop é a oitava do setor, com quase 1,2 milhão de acessos e 2,1% do mercado. Após a conclusão, a Claro passará a contar com cerca de 12 milhões de assinantes e fatia superior a 21%, superando a vice-líder Vivo, que tem 8,4 milhões de clientes e 15% de participação.
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