Counterpoint projeta cerca de 6 milhões de unidades até o fim do ano apesar de dúvidas de público
A Apple apresentou o novo dobrável iPhone Duo com preço inicial de US$ 1.999, conforme noticiou a Reuters em 11 de setembro de 2026. No evento de lançamento em Cupertino, a companhia demonstrou aplicativos como Zoom, Slack, Netflix e ferramentas de criação de conteúdo na tela expandida. O CEO John Ternus afirmou que a tela maior pode transformar o aparelho em um polo pessoal de inteligência artificial. Contudo, analistas presentes questionaram a atratividade fora do grupo de entusiastas de tecnologia de alta renda, apontando que a Apple não definiu com clareza o perfil do comprador.
Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies, observou que a Apple evitou identificar com clareza o consumidor pretendido. Neil Shah, da Counterpoint Research, também mencionou uma falha de posicionamento. Mesmo assim, a Counterpoint estima que a Apple possa vender quase 6 milhões de unidades do iPhone Duo até o fim do ano, impulsionada pela demanda reprimida da sua base de usuários. Esse volume daria à Apple cerca de um quarto do mercado global de dobráveis de forma quase imediata. A TECHnalysis Research prevê que o modelo atrairá interesse como item de status.
A Apple entra em um nicho no qual a Samsung vende aparelhos dobráveis desde 2019 e detém cerca de 40% do mercado mundial, ao lado de rivais como Huawei e Google. A consultoria Omdia projeta 22,3 milhões de remessas globais de smartphones dobráveis em 2026, o que representaria o maior crescimento anual de remessas do segmento desde 2021 com a atração de novos consumidores para o formato.
Apesar do fôlego inicial, o impacto financeiro para a Apple pode ser limitado. A IDC projeta que os dobráveis representarão menos de 3% das remessas mundiais de smartphones em 2026 e não espera grandes mudanças nessa fatia para 2027. Esse tamanho reduzido de mercado pode limitar a contribuição do iPhone Duo para a receita total da linha até que a empresa comprove utilidade prática suficiente para ir além dos primeiros adotantes.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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