Ação coletiva acusa a empresa de enganar investidores após ação cair de US$ 133 para US$ 58
A AST SpaceMobile enfrenta uma ação coletiva movida pelo acionista Edward Hunter, que acusa a empresa de violar leis federais de valores mobiliários dos Estados Unidos. O processo de 39 páginas aberto em um tribunal distrital norte-americano alega que a companhia fez declarações enganosas sobre suas operações e exagerou sua capacidade de competir com a Starlink Mobile, da SpaceX.
A acusação sustenta que a posição de mercado da AST foi prejudicada desde que a SpaceX adquiriu espectro de rádio da EchoStar em setembro de 2025 para aprimorar o Starlink Mobile. O processo também aponta que a AST omitiu o impacto de suas crescentes necessidades de capital, do aumento da dívida e da consequente diluição acionária. Enquanto a AST visa fornecer mais de 150 Mbps por célula de cobertura para parceiras como AT&T e Verizon, a SpaceX pretende entregar 150 Mbps por usuário no próximo ano.
Hunter comprou 18 ações em novembro de 2025 e em junho de 2026 por cerca de US$ 74 cada. As ações da AST atingiram US$ 133 em maio antes de recuar para US$ 58, levando o investidor a alegar compras inflacionadas. A ação busca indenização para quem comprou ações entre 4 de março de 2025 e 15 de julho de 2026. A AST não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.
O processo surge em meio a contratempos operacionais para a companhia sediada no Texas. Em julho, a AST adiou o início de suas operações comerciais do fim deste ano para o começo de 2027, após a explosão do foguete New Glenn, da fornecedora Blue Origin, durante um teste em solo. A meta de operar ao menos 45 satélites até o final de 2026 segue distante, com apenas 13 satélites BlueBird em órbita, incluindo o protótipo BlueWalker 3.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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