Um comitê identificou desequilíbrio na sobrevida e as ações recuaram 7,5%.
A BioNTech encerrou um estudo de fase intermediária de sua vacina personalizada de mRNA contra o câncer, autogene cevumeran, após um comitê independente de monitoramento concluir que a continuidade do teste dificilmente demonstraria eficácia. A decisão permite que a empresa e sua parceira Genentech interrompam os aportes no ensaio, que envolvia pacientes com câncer colorretal de estágio intermediário e alto risco submetidos a cirurgia e quimioterapia que ainda tinham DNA tumoral no sangue.
O comitê apontou um desequilíbrio numérico não detalhado na sobrevida global entre os grupos do estudo, embora nem a BioNTech nem os monitores tenham divulgado os números exatos. Evan Seigerman, analista da BMO Capital Markets, avaliou a notícia como mais preocupante do que uma interrupção habitual por futilidade devido a essa diferença. Após o anúncio, as ações da BioNTech negociadas nos Estados Unidos caíram 7,5%, segundo a Reuters, tendo avançado 20% dias antes com dados positivos de Merck e Moderna em melanoma.
A BioNTech afirmou que o cancelamento não afetará seu outro estudo com autogene cevumeran em câncer de pâncreas, que combina a vacina com o Tecentriq, da Roche, e tem previsão de dados para 2031. No curto prazo, a companhia aguarda dados preliminares ainda este ano para o BNT113, voltado para câncer de cabeça e pescoço. A Reuters informou também que o revés deve acelerar a diversificação da empresa para conjugados anticorpo-droga e terapias biespecíficas, como o pumitamig.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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