Banco projeta retorno de fluxo de caixa livre de 38% para a petroleira em 2027.
O Morgan Stanley revisou para cima suas estimativas para petroleiras latino-americanas após o petróleo superar o patamar de US$ 105 por barril diante do aumento das tensões no Oriente Médio. Na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, o contrato de Brent para novembro subiu 4% e alcançou US$ 108 por barril. Diante da nova curva, as projeções de Ebitda da casa para 2026 e 2027 foram elevadas entre 12% e 19%.
No setor brasileiro, os analistas destacaram a PRIO pela forte geração de caixa esperada para 2027. O banco estimou um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF Yield) de 38% para a companhia naquele ano, impulsionado pelo bom desempenho do campo de Wahoo, que deve promover um salto relevante na extração e na geração de caixa.
A expectativa do Morgan Stanley é que o Brent fique em US$ 100 por barril no quarto trimestre de 2026, com média de US$ 97 no segundo semestre de 2026 e US$ 85 em 2027. No longo prazo, a estimativa é de US$ 70 por barril. Segundo o relatório, as ações do setor na América Latina precificam o barril em cerca de US$ 69, o que preserva potencial de valorização mesmo se as cotações recuarem.
A principal escolha da casa para exposição ao segmento segue sendo a Petrobras, com recomendação overweight e rendimento de fluxo de caixa livre esperado entre 13% e 17%. O relatório também recomendou posições nas argentinas YPF e Vista Oil & Gas.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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