Analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo apontam melhora no ciclo de grãos para 2027.
O Bank of America elevou a recomendação para as ações da SLC Agrícola de venda para neutra em 25 de setembro de 2026, com preço-alvo de R$ 14,50. As analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo apontaram que o agronegócio brasileiro começa a sair da turbulência após três a quatro anos de preços pressionados e aumento de custos.
Os preços dos grãos avançaram mais de 20% nos últimos dois meses e acumulam alta superior a 30% no ano, impulsionados por conflitos geopolíticos, clima adverso nos Estados Unidos, estresse em lavouras europeias, El Niño e reposicionamento de fundos futuros. O BofA projeta que as cotações sigam elevadas em 2027, com o milho a uma média de US$ 5,80 por bushel, potencial de alta de 7%, e a soja a US$ 13,30 por bushel.
Entretanto, alguns pontos limitam os ganhos da SLC Agrícola. Em um cenário com dólar a R$ 5,00 em 2027, cada variação de R$ 0,10 mexe no Ebitda estimado em 1,8%. Cerca de 50% da safra de 2027 de algodão e soja está protegida a preços inferiores aos do mercado à vista, e 40% do algodão de 2026 está travado a US$ 0,75 por libra-peso, ante cerca de US$ 0,83/lb no disponível. Os custos do milho também devem subir 8,3% na base anual.
A dívida líquida da SLC Agrícola deve passar de R$ 3,6 bilhões em 2024, ou 2,0 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda, para R$ 6,1 bilhões em 2026, chegando a 2,4 vezes, após aproximadamente R$ 2,25 bilhões em aquisições de terras. O BofA estima um retorno de fluxo de caixa livre de 6% em 2027 e segue com preferência pela 3tentos, que tem recomendação de compra e alvo de R$ 22,00.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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