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CVM acusa Nelson Tanure de contornar OPA obrigatória na Gafisa

Estatuto prevê oferta ao atingir 30%, gatilho que a área técnica aponta ter sido burlado.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·2 min

A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acusou formalmente o investidor Nelson Tanure de burlar a realização de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) obrigatória na Gafisa, conforme noticiado em 2 de outubro de 2026.

O estatuto social da construtora estabelece que atingir um patamar de participação de 30% aciona a obrigatoriedade de lançar uma OPA voltada aos acionistas minoritários.

A acusação surge após questionamentos de acionistas minoritários, incluindo a Esh Capital, que já havia apontado uma fatia combinada de 44,33% ligada a Tanure na Gafisa. Em janeiro de 2026, o veículo Wotan Realty, ligado ao investidor, detinha 3.608.986 ações ordinárias da empresa, o equivalente a uma fatia de 14,72%.

O histórico recente da construtora conta com outros litígios. Em 2023, minoritários contestaram um aumento de capital de R$ 78 milhões. Em outubro de 2024, a CVM homologou um termo de compromisso de R$ 3,672 milhões com administradores da companhia, no qual Tanure se comprometeu a pagar R$ 1,020 milhão.

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