A taxa de desocupação atingiu o maior patamar desde 2021 após subir um ponto percentual em doze meses.
A taxa de desemprego no Chile subiu para 9,6% no trimestre móvel de junho a agosto, informou o Instituto Nacional de Estadísticas (INE) em 30 de setembro. O resultado representa uma alta de um ponto percentual em doze meses e marca o nível mais elevado desde o período de março a maio de 2021. Com isso, o indicador acumula cinco meses consecutivos acima de 9% e 44 meses acima de 8%.
De acordo com o boletim do órgão estatístico, o avanço decorreu do aumento de 0,3% na força de trabalho combinado a uma queda de 0,9% no número de pessoas ocupadas. O total de ocupados ficou em 9.273.745, o que representa 81.352 pessoas a menos do que no mesmo período do ano anterior. Trata-se do segundo recuo anual seguido no emprego e da baixa mais expressiva desde o trimestre de fevereiro a abril de 2021.
O número de desocupados cresceu 13,0% em doze meses e somou 989.400 indivíduos, em uma força de trabalho de 10.263.145 pessoas. A elevação foi puxada pelo contingente de demitidos, que aumentou 12,1%, e por quem buscava trabalho pela primeira vez, que avançou 23,2%. A população fora da força de trabalho cresceu 1,8%, chegando a 6.424.651 pessoas, sob influência de inativos habituais (1,6%) e potencialmente ativos (3,4%).
Os números foram divulgados dois dias após o anúncio do plano Chile Despega, programa com o qual o governo pretende mobilizar US$ 1,350 bilhão para criar mais de 100 mil postos de trabalho até março de 2027.
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