Receita de serviços comerciais deve avançar mais de 20% em 2026 com alta demanda de manutenção.
Em conferência do Morgan Stanley, o CFO da GE Aerospace, Rahul Ghai, informou que a companhia projeta uma alta superior a 20% na receita de serviços comerciais em 2026. O avanço é sustentado por uma carteira de serviços de US$ 170 bilhões, que compõe uma carteira total de US$ 210 bilhões. A fabricante equipa cerca de 80.000 aeronaves no mundo, sendo 50.000 comerciais e 30.000 de defesa, além de atender cerca de dois terços dos aviões de combate dos Estados Unidos.
A GE Aerospace obteve cerca de 1.800 encomendas de motores no evento aéreo de Farnborough. O total incluiu mais de 1.000 motores LEAP-1A encomendados pela IndiGo, apontado por Ghai como o maior pedido aeroespacial da empresa, e outro pedido de 100 motores e serviços da Korean Air.
A taxa de aposentadoria de aeronaves caiu cerca de 10% em relação ao ano anterior, enquanto o volume de motores removidos aguardando manutenção em oficina subiu quase 60%. As retiradas de motores devem subir mais de 10% no primeiro semestre de 2027. A expectativa de aposentadorias para a frota CFM56 foi ajustada para entre 1,5% e 2% em 2026, abaixo da faixa inicial de 3% a 4%, com visitas a oficina estimadas entre 2.300 e 2.400 unidades neste ano e no próximo. Ghai também citou a demanda para converter motores CFM56 para alimentar centros de dados.
A empresa estima um avanço no lucro de mais de US$ 1,5 bilhão em 2026 e conversão de fluxo de caixa livre superior a 100% do lucro líquido nos próximos dois a três anos. Com a compra da fornecedora de fundição CPP, a GE Aerospace projeta cerca de US$ 200 milhões em sinergias até o terceiro ano após a conclusão, com duplicação até o sexto ano, gerando ganhos imediatos ao lucro por ação e ao fluxo de caixa livre.
Newsletter
Mercados no seu e-mail, toda semana
Análise com foco em LATAM, ideias de investimento e o resumo da semana em finanças.
Continuar lendo