Banco corta projeções de lucro para 2027 em 8% e aponta desaceleração no crédito.
Em 16 de setembro de 2026, o Itaú BBA rebaixou a recomendação do Nubank de outperform (compra) para market perform (neutro) e reduziu o preço-alvo para o fim de 2027 de US$ 20 para US$ 18. O novo patamar representa um potencial de valorização de 26,8% sobre o fechamento de terça-feira, 15 de setembro.
Segundo os analistas Pedro Leduc, William Barranjard e Kelvin Dechen, o crescimento e a rentabilidade do banco digital tendem a perder tração em 2027. O Itaú BBA projeta que o lucro avance 14% em 2027 em relação ao ano anterior, desacelerando frente à alta estimada em 32% para 2026. Com isso, a instituição cortou suas estimativas de lucro por ação para 2027 em 8%, situando-se 15% abaixo do consenso.
A equipe de análise explicou que a decisão de dar uma pausa na tese considera o ritmo menor na concessão de crédito, uma base de comparação mais difícil no crédito pessoal e gastos com a expansão nos Estados Unidos, enquanto a operação no México ainda é pequena para compensar a desaceleração no Brasil. No campo macroeconômico, pesam o risco de pressão sobre o consumo das famílias e eventuais medidas macroprudenciais do Banco Central em linhas mais caras.
O relatório aponta que o papel negocia a 17 vezes o preço sobre lucro projetado para 2026 e 4,4 vezes o valor patrimonial, o que deixa pouca margem para decepções. Com a alteração, o Bradesco passou a ser o único grande banco com recomendação outperform pelo Itaú BBA.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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