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Itaú contrata psicólogos para treinar IA contra 'transe' de golpes

O banco quer que o assistente virtual faça perguntas reflexivas para impedir fraudes de engenharia social no aplicativo.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·3 min

O Itaú Unibanco contratou uma equipe de psicólogos para treinar seu assistente de inteligência artificial conversacional e tirar clientes do transe provocado por criminosos. Felipe Tambelini, diretor de prevenção a fraudes do Itaú, afirmou que o Brasil vive uma epidemia de golpes fora de controle, impulsionada por esquemas de engenharia social como falso advogado, falsa central de atendimento e falsas vendas.

O sistema do banco identifica uma fatia expressiva dos casos em que o correntista abre o aplicativo durante uma chamada telefônica. A plataforma emite quase 40 tipos de alertas customizados, combinando o contexto da abordagem com o perfil do cliente por meio de inteligência artificial.

Como muitos clientes ignoram telas de aviso, recusam orientações do gerente e insistem na operação mesmo assinando declarações na agência, o banco investe em uma abordagem interativa. Em vez de comandos rápidos de confirmação, a IA conversará com o usuário e fará perguntas reflexivas. Para mapear esses gatilhos, o Itaú colocou vítimas reais de fraudes em uma sala-espelho na sua sede para serem avaliadas por psicanalistas.

Segundo Tambelini, fraudes com deepfake ainda não ganharam escala porque exigem tokens caros dos criminosos, que preferem gastar menos explorando o comportamento humano. O Itaú também anunciou a evolução do Modo Protegido no Superapp, adicionando uma camada de segurança que oculta informações e valores de investimentos fora de redes Wi-Fi cadastradas, exigindo validação de identidade.

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