A unidade de 1 gigawatt será a primeira no Canadá, enquanto os investimentos de 2026 devem atingir até US$ 145 bilhões.
A Meta Platforms planeja construir um data center de 13 bilhões de dólares canadenses em Alberta, marcando sua primeira instalação no Canadá. A unidade terá inicialmente 1 gigawatt de capacidade para apoiar operações de inteligência artificial, com potencial para atingir 1,8 gigawatts. A Capital Power fornecerá inicialmente 250 megawatts de energia. A Meta também firmou um acordo de longo prazo com o projeto a gás natural Greenlight Electricity Centre, da Pembina Pipeline, previsto para entrar em operação no fim de 2030.
De acordo com a Reuters, mais de 100 projetos de data centers foram propostos em Alberta, atraídos por gás natural abundante, terrenos disponíveis e clima frio que barateia o resfriamento. O CEO da Capital Power, Avik Dey, disse à Reuters que outros desenvolvedores negociam fornecimento elétrico e que grandes provedores de nuvem avaliam a província há cerca de 18 meses.
O projeto ocorre em meio à expansão do faturamento e fortes gastos operacionais. No segundo trimestre, a receita da Meta cresceu 28% na comparação anual, alcançando US$ 60,8 bilhões, impulsionada pelo avanço de 27% na receita de publicidade. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a inteligência artificial já acelera o negócio principal e sustenta o desenvolvimento de novos produtos e oportunidades corporativas.
Os investimentos em infraestrutura pesaram sobre a geração de caixa. A Meta gastou US$ 31,08 bilhões em capex, incluindo pagamentos de principal de arrendamentos mercantis, apenas no segundo trimestre, e projeta investimentos entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões para 2026. O fluxo de caixa operacional foi de US$ 31,86 bilhões no período, mas o fluxo de caixa livre recuou para US$ 784 milhões, ante US$ 8,55 bilhões um ano antes.
O modelo também traz riscos locais. Um relatório do Pembina Institute citado pela Reuters alertou que o uso da rede de Alberta antes da entrada em operação da geração própria pode sobrecarregar a oferta e elevar os custos para os consumidores. Além disso, uma pesquisa de julho da Angus Reid apontou que 68% dos canadenses se opõem a um grande data center próximo de sua residência.
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