Novo apoio ao diesel busca aliviar defasagem em relação ao mercado externo
A Petrobras informou que os reembolsos acumulados dos programas federais de subsídios a combustíveis chegaram a R$ 12,2 bilhões, somando diesel, gasolina e GLP. Em 25 de setembro de 2026, a estatal reportou o recebimento de R$ 2,3 bilhões referentes ao diesel vendido entre 16 e 31 de julho, após ter recebido R$ 448 milhões em 19 de setembro pelo programa de gasolina no mesmo intervalo de vendas.
O conselho de administração da empresa aprovou a adesão a um novo programa que concede subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário A por 30 dias, prorrogável por mais 30 dias. O benefício se soma ao subsídio em vigor de R$ 1,12 por litro, totalizando até R$ 2,12 por litro. A assinatura do termo de adesão ainda depende das normas operacionais da ANP, reguladora que executa os ressarcimentos aos produtores e importadores.
No início de setembro, a Petrobras reajustou o diesel para as distribuidoras em R$ 1 por litro em média e concedeu desconto de igual valor, sem alterar o preço faturado. Segundo a associação de importadores Abicom, o diesel da estatal estava R$ 3,89 por litro abaixo da paridade de importação em 16 de setembro, um patamar recorde noticiado pela Reuters. O Brasil importa cerca de um quarto do diesel que consome, e importar combustíveis com custo superior ao preço doméstico reduz as margens da companhia.
A Petrobras afirmou que a sua estratégia comercial tem o objetivo de preservar participação de mercado, otimizar o parque de refino e gerar rentabilidade sustentável sem repassar oscilações temporárias de câmbio e do mercado internacional.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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